Novas regras estão em vigor desde o dia primeiro de janeiro, mas período de transição irá até 2012
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990) é um tratado internacional que tem como objetivo criar uma ortografia unificada para o português a ser usada por todos os países que usam esta língua. Considera-se que, para uma língua verdadeiramente comum é imprescindível a existência de um Vocabulário Comum que inclua as grafias consideradas corretas para todos os povos da lusofonia.
No Brasil as mudanças são poucas e fáceis de aprender. Apenas 0,5% das palavras sofrerão modificações. Estas alterações incidem, nomeadamente, na eliminação dos acentos em terminações "-eia" e "-oo" (ex.: assembleia, ideia, europeia, enjoo, voo, em vez das atuais assembléia, idéia, européia, enjôo, vôo, seguindo-se o uso de Portugal); na completa eliminação do trema (ex.: frequência, linguiça, em vez das atuais freqüência, lingüiça, tal como é prática em Portugal desde 1945) e no emprego do hífen.
O uso do hífen é um dos pontos polêmicos do Acordo, que se mantém em algumas palavras. Alguns casos específicos ainda estão em discussão na Academia Brasileira de Letras, ABL. (vide box)
Segundo a professora Drª. Marly de Souza Almeida, do Curso de Letras do Unifeg, “os alunos e docentes devem procurar se informar com fontes adequadas a respeito do que é a mudança na ortografia, para não reproduzirem opiniões equivocadas e comprometedoras veiculadas pelo senso comum”, afirma.
Na visão de Almeida o ideal é trabalhar a nova ortografia a partir das ocorrências no cotidiano dos cursos e das produções dos próprios alunos. “A ocorrência de palavras que sofreram mudanças (trema, acento ou hífen) chama-nos a atenção para as novas regras e favorece comentários sobre aspectos gerais das produções textuais. Dessa forma, o assunto surge naturalmente e as mudanças passam a fazer parte do cotidiano de todos”, pondera.
Norma atual (br) Acordo ortográfico lingüiça linguiça seqüência sequência freqüência frequência qüinqüênio quinquênio assembléia assembleia idéia ideia européia europeia abençôo abençoo enjôo enjoo vêem veem vôo voo
Norma anterior Acordo Ortográfico contra-regra Contrarrega Pára-quedas paraquedas extra-escolar extraescolar anti-semita antissemita anti-religioso antirreligioso Exemplos de
introdução de hífen:
Norma anterior Acordo ortográfico microondas micro-ondas arquiinimigo arqui-inimigo Alguns exemplos da mudança![]()
Não é mais usado quando o segundo elemento começar com "r" ou "s", por exemplo: antissemita, contrarregra.
Não é mais usado quando o primeiro elemento termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente, por exemplo: extraescolar, autoescola.
Exceções: os prefixos co, re, pré, pro dispensam o hífen quando o segundo elemento iniciar por e ou o como em cooperar e reeditar.
Não usar hífen quando o primeiro elemento terminar com vogal e o segundo começar com consoante, exceto o "h". Exemplos: anteprojeto, anti-herói.
Não usar hífen quando o primeiro elemento terminar com consoante e o segundo elemento se iniciar com vogal (há exceção, como mal-estar): hiperacidez, interestadual.Outras exceções: os prefixos ex, bem, sem, além, aquém, recém, pós, pré e vice sempre exigem hífen. Exemplos: ex-patrão, bem-estar, sem-terra, além-mar, pós-graduação, recém-casados, pré-história e vice-presidente.
O prefixo sub deve ser usado com hífen diante de b, h e r: sub-base, sub-região, sub-humano. Com circum e pan, o hífen será usado diante de m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano.![]()
Não é mais usado em palavras terminadas com "eia" e "oia", por exemplo: ideia, jiboia.
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Não é mais usado nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados, como: creem, leem, veem, deem, reveem.
Não é mais usado em palavras terminadas com o hiato "oo", como: enjoo, voo.![]()
Deixa de existir, a não ser em nomes próprios. Sequestro, tranquilo.